Foto de SIMON LEE na Unsplash Primeiro de uma série de quatro posts sobre a semiótica de João de São Tomás, John Deely e Scott Randall Paine, e o que ela tem a ver com a nossa vida. Há uma ferida que carregamos sem saber que a temos. Ela não sangra, não dói de forma localizável, não aparece em exames. Mas está lá, e se manifesta na sensação difusa de que estamos separados de tudo. Separados do mundo, separados dos outros, separados até de nós mesmos. Como este post é o primeiro de uma série, vamos começar pelo diagnóstico. O diagnóstico: uma fratura que não é natural. Imagine que você acorda um dia e descobre que está trancado dentro de um quarto. As paredes são lisas, não há portas, não há janelas. Você consegue ver o mundo lá fora através de uma fresta — mas nunca tocar, nunca cheirar, nunca habitar. Tudo o que você tem são imagens do que está além. Essa é a condição que a filosofia moderna nos legou. A partir de Descartes, passamos a acreditar que não conhecemos o mundo...
Único no ecossistema lusófono: um espaço onde fé, ciência e imaginação dialogam para responder à pergunta urgente do nosso tempo: como permanecer humanos?