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Mostrando postagens de outubro, 2025

O ÚLTIMO HOMEM LIVRE

O ÚLTIMO HOMEM LIVRE Pedrinho não tinha nome, apenas um apelido: “ Filho do Seo Pedro ” . Ele foi o primeiro a ser curado da normose . Agora, enxergava o mundo cheio de certezas absolutas e sorrisos perfeitos. Ele via a teia de fios dourados que conectava todos na rua e até sentia inveja. Quis mesmo partilhar daquela teia radiosa e maravilhosa . As pessoas marchavam apressadas e convictas, sorriam e concordavam, faziam seus negócios e prosperavam. Mas, o diagnóstico estava errado. Ele não era o primeiro a ser curado. Era o único que ainda não havia sido infectado pelo novo patógeno tecnológico alienígena de conformidade que varreu a Terra. Os humanos ao seu redor não estavam doentes. Estavam perfeitamente adaptados . Ele era a aberração. A falha. A última peça a ser recolocada no lugar . Anos se passaram. Pedrinho cresceu e virou o Seo Pedro, aquele que se escondia nas sombras, porque doía se sentir livre, o último farol de consciência em um mundo adormecido,...

A Felicidade Não é Um Acaso: a sabedoria da mistura platônica e a bússola da vida moderna

  Introdução: O paradoxo da felicidade moderna Vivemos na era da informação e da escolha ilimitada, mas o mapa da felicidade parece mais confuso do que nunca. O que é uma vida boa? É uma busca incessante por prazer? É uma dedicação ascética ao propósito? O especialista em felicidade de Harvard, Arthur Brooks , argumenta que a bússola para desvendar este paradoxo já existia há mais de dois mil anos. Sua tese central é poderosa: a filosofia clássica não apenas forneceu as categorias (prazer vs. virtude) , mas também prescreveu a solução (o equilíbrio) que a ciência moderna, através da Psicologia Positiva , agora valida. 1. O Diagnóstico Clássico: reducionismo e matizes Brooks simplifica as abordagens sérias à felicidade em duas tradições gregas: 1.1. O Apelo da Hedonia ( Epicurismo ): A hedonia moderna (o desfrute e o prazer) encontra sua raiz no Epicurismo. Contudo, a interpretação de Brooks é uma modernização. Para Epicuro , a verdadeira felicidade não era a maximização de prazere...